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A Medicina Chinesa e a Medicina Ocidental Moderna: Diferenças Essenciais

Por Equipe de acupuntura-mtc.com

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Hoje em dia, o campo da medicina tem avançado tanto que estamos espantados com a instrumentação: tomografia computadorizada, ultrassonografia, ressonância magnética, microscópio eletrônico, etc. Estes instrumentos podem facilmente detectar alterações no nível molecular, mas também podem ajudar a desenvolver tratamentos altamente eficazes para numerosos problemas.

Mas, muitas doenças não são problemas de uma única substância ou célula, mas de um tecido inteiro, de todo um sistema ou mesmo de muitos outros sistemas externos que se conectam com este sistema. Assim, embora a medicina ocidental moderna (MOM) seja eficiente em seu campo de ação, tem o problema de ficar limitada pela impossibilidade de romper com o nível molecular de conhecimento, porque esse nível constitui a sua essência. Não existe medicina ocidental moderna sem bioquímica (ramo da química que trata das transformações que ocorrem nas substâncias e moléculas de organismos vivos e de seus processos metabólicos).

Como resultado, a MOM não pode cuidar do sistema como um todo ou da combinação de vários sistemas de uma vez. Assim, tem que se acudir do aumento progressivo de especializações e ultraespecializações e tem grande dificuldade para entender o mundo “extramolecular” que pode influenciar ou determinar a saúde.

Meridiano de acupuntura

Os meridianos da MTC, por exemplo, são um sistema de condutos invisíveis do corpo, através do qual circula o “qi” (substância essencial invisível que transcende a natureza química, origina todas as coisas e sustenta a vida) e pelo qual se conectam os órgãos internos mutuamente e com os tecidos e órgãos superficiais. O modelo mais antigo desses meridianos, usados para o diagnóstico e o tratamento, data do segundo século a.C.

As tentativas da ciência moderna de encontrar estruturas, substâncias e ainda energias conhecidas que correspondam com o qi e os meridianos não têm satisfeito completamente os conceitos originais. As pesquisas científicas modernas não têm encontrado correlações histológicas ou fisiológicas convincentes para estes conceitos e demonstraram que o curso dos meridianos é muito diferente de qualquer estrutura conhecida, como vasos sanguíneos, nervos e inclusive fáscias musculares.

Será que algum dia a MOM conseguirá medir experimentalmente o fluxo e a direção do movimento de uma substância que ultrapassa a estrutura molecular e as energias conhecidas e circula por condutos invisíveis? Ficção científica?

A medicina ocidental moderna

Medicina Ocidental Moderna

A medicina ocidental moderna se relaciona estreitamente com o método científico do conhecimento e enfatiza os processos bioquímicos experimentalmente mensuráveis e reproduzíveis que acionam as doenças, seu tratamento e a saúde. Sua forma de tratamento considera todos os fenômenos médicos como sequências de causa-efeito e se baseia em medicamentos, radiações e cirurgia, para aliviar os sintomas e curar as doenças.

Por isso, a MOM rejeita procedimentos tais como a sangria e as curas espirituais e religiosas, entre outras, porque são métodos não bioquímicos, mas muitas pessoas têm a experiência palpável de que funcionam.

Também, por esse motivo, a medicina ocidental moderna tenta fundamentar com mecanismos bioquímicos, de forma incompleta e imprecisa, processos mentais tais como as sensações e percepções, a imaginação, os sentimentos, as associações, a atenção, a inteligência, o raciocínio, as emoções e a vontade, entre outros. Ademais, perante o fato inegável da eficácia de terapias que originalmente não eram baseadas em mecanismos bioquímicos, como muitas técnicas holísticas, a hipnoterapia, a meditação, a acupuntura, a ioga, etc., a MOM tem feito tentativas para entendê-las, forçada e limitadamente, através de processos bioquímicos, classificando-as de medicinas complementares ou alternativas.

Na verdade, estas técnicas não bioquímicas têm sido muitas vezes descartadas pela medicina ocidental moderna por serem consideradas inúteis e não comprovadas, ou têm sido atacadas com o qualificativo de charlatanice. Inclusive, a medicina tradicional chinesa tem sido chamada, com certa razão, de pseudociência, porque de fato a quase totalidade desse sistema médico não pode ser mesurada experimentalmente nem comprovada bioquimicamente.

Apesar de a acupuntura chinesa ter ganho crescente reconhecimento, o que se prova pelo fato de ter sido incluída na lista de patrimônios culturais imateriais da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) e de alcançar o status legal na maioria dos países, ainda a comunidade internacional não reconhece amplamente a eficácia da antiga medicina chinesa, uma vez que o sistema não tem provas nem segue padrões científicos.

A medicina chinesa

medicina-chinesa

A MTC, como sistema médico muito antigo, coloca-se a favor de uma abordagem holística, vê o universo e o corpo filosoficamente e utiliza ferramentas e métodos que orientam ao restabelecimento do equilíbrio total do corpo. Na medicina chinesa, a força e o movimento normal do qi e o equilíbrio certo entre Yin e Yang e entre as cinco fases constituem o baseamento filosófico da saúde.

Mesmo que a MTC tenha tido sua origem na antiga China, não significa que seja um sistema médico obsoleto e decadente. Seus princípios teóricos ancestrais podem ser aplicados, ainda hoje, com excelentes resultados na cura de doenças, mas, sobretudo na antecipação aos problemas. Corrigindo as deficiências e os excessos em fases iniciais, protege-se e preserva-se a saúde e evitam-se problemas maiores posteriormente.

A medicina chinesa (comparada com a MOM) tem ação mais lenta com efeitos colaterais bem menores e um foco maior em tratar a doença subjacente do que apenas aliviar os sintomas.

Na prática clínica, por exemplo, os praticantes de MTC experimentam que os doentes nunca buscam ajuda do acupunturista em primeiro lugar. Ante tudo procuram o médico da medicina ocidental moderna para solucionar seu problema de saúde. Quando o doente aparece na consulta do praticante de medicina chinesa, quase sempre chega com um diagnóstico da MOM e quer ser atendido por que:

1. O médico aconselhou fazer acupuntura;

2. O tratamento da MOM não solucionou o problema;

3. Os medicamentos da medicina ocidental moderna têm provocado efeitos secundários desagradáveis e deseja evitá-los.

Cabe então ao praticante de MTC realizar a avaliação do doente segundo a medicina chinesa, para poder aplicar o tratamento mais adequado no caso.

Assim, a MTC poderia ser considerada como “ciência médica não baseada em mecanismos bioquímicos” e ser estudada como tal, sem forçá-la a ser o que ela não é. Desse modo, ela poderia ser pesquisada cientificamente em suas relações com a MOM, igual que se tem feito em pesquisas sobre a prática da ioga e seus efeitos (não mecanismos de ação) bioquímicos e fisiológicos, mas com total reconhecimento de que a ioga não tem um baseamento bioquímico.

A MOM e a MTC são sistemas de saúde altamente eficientes, cada uma em seu campo de conhecimento.

Para a medicina chinesa, os seres humanos se originam do qi. Portanto, quando quisermos estudar o corpo humano desde o ponto de vista da MTC, precisaremos observá-lo além do nível microscópico e não poderá ser entendido mediante nossas pesquisas costumeiras: a saber, através do sistema molecular e dos sistemas submicroscópicos. E essa é também a razão pela qual a ciência médica moderna ainda não conseguiu entender a medicina chinesa e, consequentemente, integrar-se harmonicamente a ela.

A medicina chinesa tem características que são extraordinárias para nós. Ela transcende o plano molecular, porque considera o corpo, os processos mentais e o ambiente externo como um todo único que interatua constantemente. Em verdade, não precisa de especializações, porque o mesmo se aplica a homens, mulheres, crianças, adultos, idosos, etc., tendo presente as particularidades de cada um.

A MTC, com sua abordagem holística, segue os princípios filosóficos do qi, de yin e yang e das cinco fases, e seus remédios incluem as plantas medicinais, a acupuntura, a massagem, a moxibustão (uma terapia de calor à base de plantas) e o qigong (exercícios para treinar o qi), entre outros, cujas aplicações estão todas baseadas nesses princípios.

Como o qi, o yin e o yang e as cinco fases são características de todos os seres, objetos e processos neste universo, o ser humano só poderá se ajudar a ser saudável se assimilar e respeitar os princípios do ambiente externo e interno.

Os praticantes de medicina chinesa tem que conhecer as regras dos princípios. Muitos médicos chineses extraordinários da antiguidade ainda surpreendem pelas suas habilidades maravilhosas. Isso se deve a que eles tinham grande domínio do que faziam, sem nenhum conhecimento bioquímico.

Hoje também, os praticantes de MTC que seguem os conhecimentos tradicionais ficam eles mesmos admirados com os resultados dos tratamentos que aplicam. É muito mais do que podiam acreditar.

Conclusão

Em essência, os sistemas médicos ocidental e chinês têm uma grande diferença na sua origem. A MTC se baseia em teorias filosofias, considera a vida como um todo e preocupa-se especialmente com o equilíbrio das emoções, da atividade física e mental e da alimentação, entre outros.

Diferentemente, a MOM se baseia nas ciências naturais e na existência de estruturas físicas e químicas, macro e microscópicas, cientificamente demonstráveis e requer ensaios com resultados reproduzíveis.

Portanto, a porta para a integração harmônica da medicina ocidental moderna e a medicina chinesa se abriria, possivelmente, com as seguintes chaves:

Já imaginou tentar interpretar a física atômica mediante as leis da física clássica ou vice-versa? As duas são válidas, cada uma em seu âmbito, e formam parte da mesma ciência, mas se regem por leis diferentes.

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